segunda-feira, 3 de novembro de 2008

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Vespeiro



Existe gente que realmente não sabe o que faz.
Existe gente que faz merda sem saber.
Seja Qual for o caso, eles vão pagar. E caro.
Ás vésperas do meu casamento, os idiotas conseguiram fazer a única coisa capaz de me deixar aborrecido. Mecheram com minha filha.
8 horas. Fazem 8 horas que aqueles bandidos imundos a levaram aqui de minha fortaleza. Fazem 8 horas que ela pode estar sofrendo, sendo torturada, molestada...
E a inútil conhecida como Lone Star não é capaz de fazer nada. Nada...
Pois bem...devo agir como sempre preferi.
Os bastardos que pegaram minha filha vão pagar da forma mais amarga, mais dolorosa.
Coloquei os mais talentosos magos Astrais na cola desses calhordas, que nem se deram ao luxo de pedir algum resgate.
Meu medo, é que se tratem de orcs sem alma, guerrilheiros das Cascates, capazes de sequestrá-la por pura maldade, para faze-la sofrer, e assim me fazer sofrer.
Mas não...não deixarei isso acontecer.
Um nobre Dragão veio a mim hoje, oferecendo ajuda...
Idiotas.
Não sou apenas um dono de Megacorp, ou um mero noivo da dona de uma das mais promissoras megacorps como a Godine Golden...
Sou Aristrur Belatra...
Governante de Tir Tangire, por trás de um boneco que se faz passar por lider...
E o Mundo saberá quem eu sou na verdade.

domingo, 20 de julho de 2008

Simples assim



Durante muitos anos eu me meti em encrencas tão grandes que no final eu me sentia um insolente em relação ás leis da lógica e da natureza por estar vivo.
Mas nos dias de hoje, as leis da lógica e da natureza são a mais pura mentira, ultrapassadas como um smart phone dos primeiros anos do século, obsoletas como um Nintendo wii.
Meu truque preferido para passar a banda na realidade sempre foi a simplicidade.
Se você for passar por uma mesa de festa e catar apenas um salgadinho, ninguém vai dar falta, mas se você enfiar a bandeja inteira no seu bolso do paletó, bem, além de passar por um grande sem noção e sem educação, vai atrair a atenção dos gordinhos que estavam salivando desde o inicio da festa e que agora não terão mais salgadinhos para encher a pança e dos seguranças, afinal, sempre que sobra comida de festa eles recebem um bocado.
Trabalhei omo um sasquash durante dez anos pra chegar onde estou. Minha cota de ações no Godine Golden Interprises finalmente chegou a 1%. Sim, isso é muito dinheiro. Eu poderia contratar 200 Shadowrunners pra chutar o seu trazeiro se eu quisesse, mas preferi contratar 12. E com o mesmo dinheiro que eu gastaria pra armar, equipar e remendar 200, eu melhoro isso nos 12.
Eles são o Tsunami. Minha turminha de mau elementos, minha pequena guarda pessoal.
Se você acha que pode me chamar de Mr Jhonson, tudo bem, é um nome estiloso, mas eu prefiro ser chamado de Flashback. no passado fui um puta tecnalta, de deixar o Neo no chinelo, hoje, sou um acionista menor de uma megacorp. Meu traseiro está a salvo e eu não preciso me preocupar em ser assassinado pelos meus crimes. Quem disse isso? o enorme Dragão a quem eu gostaria de chamar de mestre, Deus, senhor...mas eu chamo apenas de chefe. É claro que eu não acredito em nenhuma palavra do que ela diz.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

O Despertar


E então ela ocorreu
Já se passaram quarenta e nove anos desde que nosso mundo mudou para algo praticamente
irreconhecível.
Quase meio século do que podemos chamar de progresso, e nós ainda estamos presos nesse
vai-e-vem de opressão, preconceito, destruição e sobrevivência. Como pessoas, nós inovamos e
criamos motivados mais pelo dinheiro do que pelo simples prazer de trazer algo novo para o
mundo. Nós estamos mais do que predispostos a subir ao topo passando por cima das carcaças de
nossos colegas. Ao invés de usar a tecnologia para melhorar a humanidade como um todo, nós
permitimos que ela nos separasse ainda mais. Se nós algum dia tivemos uma era dourada, de algum
modo, passamos por ela sem conseguir algo duradouro ou importante.
Meu nome é Capitão Caos, e estou tendo um péssimo dia.
Para aqueles que não me conhecem, eu sou o SysOp1 da Shadowland, uma sofisticada BBS
sediada em Seattle. Se essa descrição não ajudou, pense na Shadowland como um tipo de repartição
da biblioteca de Denver (um refúgio de dados conhecido como o centro da informação) onde a
assistência e troca de dados são gratuitas para qualquer pessoa que possa achá-la.
E esse é exatamente o meu problema de hoje. Eu gastei anos colecionando e publicando
aventuras de outras pessoas, avisos e piadas para esta coluna, e esse tempo foi muito instrutivo e
agradável. Nós pudemos poupar muitas pessoas de problemas de um jeito ou de outro, e isso é uma
realização gratificante de se ter relacionado ao seu nome. Infelizmente, nem todo mundo entende o
que fazemos aqui, e nem todo mundo que encontra o caminho para a Shadowland sabe lidar com o
que encontrou. Por causa disso, ocasionalmente temos que aceitar o triste fato de que novatos
encontram um meio de se auto-destruírem ignorando os conselhos dos mais experientes - e os dois
cabeças de vento que quebraram e se queimaram na Matrix a menos de duas horas atrás
representam o melhor exemplo do que acontece com pessoas com muito dinheiro e tão pouco
conhecimento.
Devido a esse fato, hoje eu estarei aproveitando de minha posição e usarei a Shadowland para
publicar meu discurso favorito, sem interrupções. O tópico é: o mundo em que vivemos e como ele
foi parar desse jeito. A justificativa é a de que, aqueles que se recusam a aprender a história, estão
amaldiçoados a repeti-la – e eu estou cansado de repeti-la em minha coluna. Perdoem minha
atitude, mas eu não vou escutar as reclamações.
No Sexto Mundo2, megacorporações multinacionais manipulam o mundo para benefício
próprio – e shadowrunners, caras vivendo no limite como eu e você, fazem o trabalho sujo das
corporações pelo dinheiro. Atualmente, sobrevivência significa trabalhar nas sombras; mentir,
roubar e matar deve ser natural para que você permaneça vivo. A tecnologia que tanto precisamos
não nos uniu. Rede de comunicação global? Excelente idéia, mas não é de muito uso quando
metade da população está chapada de sensorama e o restante não tem acesso aos terminais de dados
porque são forçados a viver em favelas. Os ricos se tornam mais ricos e os pobres cada vez mais
numerosos, por causa disso os abastados se entrincheiram em seus territórios e deixam os outros
jogados em barracos para apodrecer. Grandes pedaços do planeta estão morrendo, soterrados pelo
lixo das cidades ou estrangulados pelas corporações poluidoras. Ainda existem áreas verdes em
alguns lugares, muitas delas restauradas por magia – mas eu não consigo ver muito delas daqui da
cidade onde moro, da mesma forma que milhares iguais a mim também não conseguem.
E finalmente temos o retorno da magia, que realmente virou as coisas de cabeça para baixo.

O poder destrutivo da grande “Dança Fantasma”, o choque de assistir pessoas amadas se
transformarem em Trolls, programas noturnos de TV sendo apresentados por dragões – tudo isso e
muito mais faz parte da vida cotidiana.
Muitas pessoas podem dizer que estamos de volta à normalidade, de volta à nossa feliz rotina
de autodestruição. Mas isso tudo é um monte de besteira. No último século você podia se imaginar
instalando implantes neurais para segurança no trabalho? Ou se preocupar em não ser incinerado
por um vizinho capaz de lançar uma bola de fogo por causa de uma briga pela vaga do
estacionamento? Você acha que eles sentiram algo comparável ao trauma de ter um parente
goblinizado no que muitos consideram um monstro? Eles se preocupavam em terem seus cérebros
fritados se eles vagassem no lado errado de uma rede de computadores, ou de algum tarado se
projetando astralmente pudesse estar assistindo o que ele fizesse no quarto? Eles poderiam votar em
um dragão para presidente?
Muitas coisas mudaram, mas algumas continuam as mesmas. Grandes acordos ainda acabam
com você tão logo são fechados, e para aqueles que não estão trabalhando para as corporações,
crime é nosso vale refeição.